sábado, 2 de outubro de 2010

Pimenta Neves deverá pagar indenização de R$ 220 mil aos pais de jornalista assassinada


A Justiça de São Paulo decidiu na manhã desta quinta-feira que o jornalista Pimenta Neves deverá pagar indenização de R$ 220 mil aos pais da também jornalista Sandra Gomide, assassinada por ele há 10 anos. O valor reajustado ultrapassa os R$ 400 mil. A defesa já afirmou que vai recorrer na tentativa de reduzir o valor.


Uma decisão de primeira instância já havia determinado indenização no valor de R$ 75 mil para cada um dos pais. A família recorreu, pedindo que fosse aumentado para R$ 150 mil.
O julgamento do recurso havia começado no último dia 23, quando dois desembargadores votaram a favor do pedido da família. Como o terceiro desembargador, Vito Guglielmi, pediu vistas para analisar a causa, o julgamento só foi concluído hoje.


Em sua análise, Guglielmi disse que considerava exagerado o valor pedido pela família e propôs que fosse reduzido para R$ 110 mil para cada um dos pais –corrigido monetariamente desde a data do crime, há dez anos–, o que foi aceito pelos outros dois desembargadores.


O advogado de Neves, José Alves de Brito Filho, afirmou após a decisão que seu cliente não tem condições de pagar a indenização. “Pra mim sofrimento e dor não devem ser causa de enriquecimento ilícito”, disse o defensor, que afirmou ainda que seu cliente tem ganho mensal de cerca de R$ 2.800.
Pimenta matou Sandra com dois tiros pelas costas no dia 20 de agosto de 2000 e confessou o crime quatro dias depois. Condenado por um júri popular a 19 anos de prisão em maio de 2006, ele teve a pena reduzida para 15 anos e conseguiu continuar solto apresentando sucessivos recursos a tribunais superiores.


No mês passado, o advogado dos pais da jornalista, Sergei Cobra Arbex, afirmou que João e Leonilda Gomide estão muito doentes, vivem à base de antidepressivos e enfrentam sérias dificuldades financeiras. A mãe chegou a ficar internada por um ano por conta da depressão.

Um comentário:

  1. Eu realmente sou ignorante quando se trata de leis:

    Não entendo como um réu confesso e condenado consegue viver em liberdade como um cidadão comum e usufruindo plenamente de sua fortuna a ponto de ser capaz de pagar uma indenização com esses valores.

    É... Tenho que estudar mais...

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